Após grande manifestação nesta quinta-feira, 20/8, no Paço Municipal, realizada por centenas de merendeiras, cozinheiras, manipuladoras de alimento e auxiliares de manipuladores de alimentos, das escolas da rede municipal de educação, a Prefeitura de Fortaleza prometeu se reunir com as empresas de contratação de terceirizados para buscar solução quanto ao pagamento de adicional de insalubridade.
Centenas de trabalhadoras marcharam desde a sede do sindicato Seeaconce, que representa a categoria, até o Paço Municipal, percorrendo as ruas do Centro e chamando atenção da população para a luta pelo adicional de insalubridade.
Na chegada ao Paço Municipal, uma comissão foi formada para ser recebida pela Prefeitura. Josenias Gomes, presidente do Seeaconce, o deputado federal Inácio Arruda, que participou da manifestação em apoio à categoria, e duas trabalhadoras merendeiras estavam entre os integrantes da comissão e foram recebidos pelo coordenador de Articulação Política da Prefeitura, Tibério Burlamaqui.
A Prefeitura se comprometeu a se reunir com as empresas que contratam trabalhadoras terceirizadas e são contratadas pela Prefeitura. As reuniões entre o Município e as empresas acontecerão a partir da segunda-feira, 24/8 e até quarta, 26/8, com a Prefeitura prometendo dar um retorno ao sindicato no máximo até a sexta-feira, 28/8.
As trabalhadoras dediciram que, caso até lá não seja garantida uma solução para o pagamento do adicional de insalubridade a todas as merendeiras, cozinheiras, manipuladoras de alimentos e auxiliares de manipuladores de alimentos das escolas da rede municipal, o dia 10 de setembro será uma data de indicativo de greve, com paralisação das atividades até que o adicional seja pago.
“Por ora conquistamos uma vitória, com a Prefeitura enfim recebendo o sindicato e prometendo encaminhar o pagamento do adicional de insalubridade, se reunir com as empresas e nos dar retorno até o dia 28. É uma vitória das trabalhadoras, graças à manifestação de hoje, que foi grande, corajosa e muito importante para obtermos esse avanço”, ressaltou Josenias Gomes, presidente do Seeaconce.
“É uma luta antiga, que já se arrasta há cinco anos, e da qual nunca desistimos. Parabenizamos e agradecemos a cada trabalhadora que participou, que caminhou conosco pelo Centro, com o sol forte, e que mostrou para a Prefeitura que é preciso respeitar as mais de duas mil trabalhadoras merendeiras, cozinheiras, manipuladoras de alimentos, auxiliares de manipuladoras de alimentos. É preciso fazer valer o direito ao adicional de insalubridade”, complementou. “Prefeito, pague nosso direito” foi uma das palavras de ordem entoadas durante a manifestação.
Empresas descumprem cláusula que estabelece o adicional de insalubridade
Empresas como Grupo Fortal, Rent, Vespa, Mais serviços, Mais Serviços Premium e Vincora Serviços têm nos seus contratos com a Prefeitura cláusula que estabelece o pagamento do adicional de insalubridade às merendeiras, cozinheiras, manipuladores de alimento e auxiliares de manipuladores de alimentos.
Em uma delas, por exemplo, o valor do adicional está previsto em R$ 353,59. O adicional de insalubridade é de 20% do salário-base.
Essa cláusula está sendo descumprida! Ou seja, o adicional de insalubridade não está sendo pago! Por isso as trabalhadoras realizaram a manifestação nesta quinta-feira e seguirão reivindicando reposta da Prefeitura de Fortaleza sobre o tema.
*Manifestação tomou as ruas do Centro*
A manifestação chamou atenção no Centro de Fortaleza nesta quinta-feira, com as trabalhadoras tendo se concentrado na sede do sindicato Seeaconce, na Rua São Paulo, 1037, a partir das 8h da manhã, e saído em caminhada a partir de 9h30 pelas ruas do Centro, seguindo até a Prefeitura, dialogando com a população e reivindicando solução urgente para essa pendência que vem gerando grande prejuízos.
As merendeiras, cozinheiras, manipuladoras de alimentos e auxiliares de manipuladoras de alimentos que trabalham nas escolas da rede estadual já vêm recebendo o adicional de insalubridade, em uma conquista das categorias e do sindicato. Mas as trabalhadoras e os trabalhadores que exercem essas mesmas funções nas escolas da rede municipal de Fortaleza não recebem esse adicional. Daí a manifestação desta quinta-feira.
Por isso, trabalhadoras e o sindicato seguem firme na luta pelo pagamento do adicional de insalubridade para todas as merendeiras e os merendeiros, cozinheiras, manipuladores/as de alimentos e auxiliares de manipuladores de alimentos da rede municipal de educação de Fortaleza.
O sindicato tem cobrado repetidamente, nas ruas, nas redes sociais e na imprensa, respostas do prefeito de Fortaleza quanto a essa reivindicação.
O sindicato seguirá atento ao tema e prestando todo apoio às trabalhadoras.



