Merendeiras, cozinheiras, manipuladoras de alimentos e auxiliares de manipulação de alimentos das escolas da rede pública municipal de Fortaleza se reúnem em assembleia nesta quarta-feira, 30/9, às 17h30, na sede do sindicato da categoria, o Seeaconce, na rua São Paulo, 1037, Centro da capital cearense, para decidir se entram em greve, cobrando da Prefeitura o pagamento de adicional de insalubridade.
As trabalhadoras e os trabalhadores terceirizadas/os do setor já realizaram diversas manifestações cobrando à Prefeitura de Fortaleza o pagamento desse direito, incluindo uma grande manifestação que tomou as ruas do Centro e seguiu até o Paço Municipal, no dia 20/8. Na ocasião, o Seeaconce e uma comissão de trabalhadoras das categorias foram recebidos pela Prefeitura, mas não houve avanço para o pagamento do adicional de insalubridade. Assim, merendeiras, cozinheiras, auxiliares e manipuladoras de alimento realizam assembleia nesta quarta para decidir se entram em greve.
“O desrespeito a esse direito vem gerando grandes prejuízos para as trabalhadoras da rede municipal de educação de Fortaleza”, destaca Josenias Gomes, presidente do Seeaconce. “As merendeiras, cozinheiras, manipuladoras de alimentos e auxiliares de manipuladoras de alimentos que trabalham nas escolas da rede estadual já vêm recebendo o adicional de insalubridade, em uma conquista das categorias e do sindicato. Mas as trabalhadoras e os trabalhadores que exercem essas mesmas funções nas escolas da rede municipal de Fortaleza não recebem esse adicional”, enfatiza.
O Seeaconce tem cobrado repetidamente, nas ruas, nas redes sociais e na imprensa, respostas do prefeito de Fortaleza quanto a essa reivindicação. O sindicato apela para que a Prefeitura, a Câmara Municipal, o Ministério Público do Trabalho venham a agir com atenção sobre esse caso, a fiscalizar os contratos e a garantir o pagamento do adicional de insalubridade a essas trabalhadoras e esses trabalhadores.



