A situação dos trabalhadores terceirizados de zeladoria e limpeza, portaria, pode e jardinagem, atuantes na Universidade Federal do Ceará (UFC), que paralisaram atividades desde sexta-feira, 9/1, por atraso de salário e direitos, foi tema de três audiências de mediação realizadas nesta quinta-feira, 15/1, na sede do Ministério do Trabalho e Emprego, em Fortaleza, na rua Barão de Aracati, 909.
Penha Mesquita, presidente do sindicato Seeaconce, Josenias Gomes, integrante da Diretoria, e outros diretores da entidade sindical, além de advogados do sindicato, participaram das audiências, que contaram com representantes das empresas LDS, Solução e Florart.
Os trabalhadores das empresas LDS e Solução seguem paralisados, sem receber o salário de dezembro. A paralisação abrange os três campi da UFC em Fortaleza – Pici, Benfica e Porangabussu. Os trabalhadores dos campi do Interior também sofrem com o atraso salarial e de direitos.
Após as audiências, Penha Mesquita, presidente do Seeaconce, lamentou não poder levar uma resposta melhor aos trabalhadores. “Segundo as empresas, elas não têm dinheiro para pagar aos trabalhadores. Estão esperando um repasse da Universidade. E esse repasse, por ser início de ano, não tem ainda uma previsão de quando vai entrar”, destacou, em vídeo gravado para dar retorno à categoria em luta. Na terça-feira houve reunião entre a direção da UFC e o sindicato Seeaconce, na Reitoria, também sem solução imediata para o caso.
“Infelizmente a resposta que a gente tem para levar para os trabalhadores é que não tem pagamento ainda nesta semana. A gente tentou de toda forma aqui destravar até com a conta vinculada, uma conta que tem dinheiro para pagamento de férias, 13o. salário, verba rescisória, mas não para salários. Os salários, as empresas são obrigadas a pagar mês a mês com a fatura que recebem da Universidade”, acrescentou Penha Mesquita, ao final das audiências de mediação nesta quinta-feira, no Ministério do Trabalho.
“Infelizmente estamos nesse impasse. Vamos continuar nessa luta. Não vamos desistir. Estamos aqui com a direção. Os outros diretores estão nos locais de trabalho. Amanhã de manhã vamos levar a resposta aos trabalhadores, que vão decidir se seguem paralisados ou voltam ao trabalho”, ressalta Penha.
“O sindicato vai seguir dando todo o apoio nessa luta. Agora mesmo vamos pedir ao Ministério Público do Trabalho uma nova mediação lá, pra ver se a gente consegue pedir um desbloqueio de um valor da conta vinculada, pra tentar que seja pago o salários dos trabalhadores, que estão até hoje, 15 de janeiro de 2026, sem receber o salário de dezembro de 2025”, concluiu Penha.
Josenias Gomes, também integrante da diretoria do Seeaconce, cobra uma resposta ao ministro da Educação, Camilo Santana, e ressalta que a paralisação dos trabalhadores da LDS já chega ao quinto dia, sendo esta a empresa que tem o maior quantitativo de trabalhadores contratados. “Esses trabalhadores têm família. e estão sem nenhuma previsão ainda hoje para recebimento do salário. A UFC fala que não recebeu o repasse do Governo Federal. A sociedade precisa compreender a situação que esses trabalhadores estão passando”, enfatiza.
Estamos saindo com o encaminhamento de buscar a Procuradoria do Trabalho. Pedimos a todos que possam ouvir essa voz dos trabalhadores. Camilo Santana, ministro da Educação, cearense, pedimos que olhe para essa situação? Cadê o MEC, que não libera essa verba para pagar os terceirizados? Assim como foi pago o restaurante universitário. E por que não paga os terceirizados, que também são importantes”, questiona Josenias. “Ninguém tem condições de seguir trabalhando, sem pagar alimentação, contas de casa e principalmente o transporte”, acrescenta.
“Vamos lutar para que essas empresas paguem o que devem aos trabalhadores. E para que as empresas que vêm aí, como novos contratos, não pratiquem esses atrasos que vêm sendo praticados com os trabalhadores terceirizados”, concluiu Penha Mesquita.
Assista ao vídeo:
https://www.instagram.com/reel/DTjARMgCff9/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==


